Olhando pela janela do meu mundo

Um dia, acordei e olhei pela janela do meu mundo. O que vi? O que vi, vocês terão a oportunidade, aqui, de ver também!

24

de
maio

Ping-pong of love

Ping-pong.

É do que a gente gosta.

Mas não é qualquer ping-pong,

É o ping-pong do amor.

 

Para jogá-lo bastam três coisas.

E não são duas raquetes e uma bolinha.

Quer saber o que precisa?

Você, uma pessoa e amor.

 

 

    EU                  VC

 

              ?    ! 

 

    VC                  EU

 

 

                                                         Anderson Eustáquio de Azevedo.

17

de
maio

Mulher Menina

                                   à Carmen Dávila

 

És uma senhora,

mas seu espírito é de uma linda menina

com seus 15; 20 anos de inocência.

 

Em suas palavras

encontramos a simplicidade

de um versejar, e

encontramos a singularidade

de um amar.

 

Um amar à poesia;

um amar a um onírico negro;

um amar a si própria;

e principalmente,

um amar à vida!!!

 

Por tudo isso é que a amo

e a tudo que fazes

com teu extremo carinho!

 

Anderson E. de Azevedo.

2

de
maio

Para L.M.A.

Lânguida. Certa pessoa gostou dessa palavra

que um dia lhe apresentei.

Impressionada ficou ao ver como a usava,

mal ela sabia que a mais lânguida das lânguidas é ela mesma.

Lânguida. Simples ações suas,

rotineiras ações, chamam a atenção não sei se de todos, mas com certeza a minha.

Implacavelmente meus olhos perseguem seu corpo,

corpo que me fascina e me ajuda.

Ah! Há muito tempo sinto uma sensação forte que não sei bem o que é,

mas sei que sinto.

Não sei se essa pessoa sente a mesma coisa e pode exteriorizar ao seu redor.

 

Meu sonho é um dia ficar a sós com essa pessoa;

aconteceria alguma coisa entre nós?

Acredito que não, mas não posso afirmar;

mas bem que gostaria.

Gostaria de sentir seu cheiro, seu olhar, seu gosto,

em meu corpo sentir seu calor

Ardendo a cada toque de nossos corpos,

mas ainda encontram-se camufladas essas sensações;

Latentes, inertes

esperando o fogo interior

Hoje ainda apagado

mas completamente louco para acender

Acender um algo de não sei o que

dentro dos corações nossos

Esperançosos em tornar real

todas aquelas lânguidas sensações

Sentidas por mim em relação a essa pessoa.

 

                                                 Anderson E. de Azevedo.

26

de
abril

Encontro da poesia

Versejas os acontecimentos.

Neles verá, poeta,

a beleza de seus sentimentos.

 

Saibas a priori

transcender sentimentos em versos, poeta.

Toda poesia mal nascida; morre.

 

Oculte nome, sobrenome.

Deixas que o leitor reflita

mesmo que a poesia lhe aflita

e o verso os olhos consome.

 

Desabrochas as palavras

e procuras tua poesia.

Garimpe a fantasia

e encontre o verso-ouro em suas lavras.

 

                                             Anderson E. de Azevedo.

19

de
abril

Lídia

Ao ver-te pela primeira vez

Esmeraldas brilhantes me encantaram.

Impressionado fiquei com a beleza

Que irradia por onde passa. Agora;

Dói meu coração

Pensar que o seu; dono já possui.

’Inda assim versejo

Tentando conquistar-te

Linda loira Lídia!

 

                                                Anderson E. de Azevedo.

19

de
abril

O enroscar de uma serpe

Serpe de enroscar lânguido

Me enlaça de tal maneira

Edaz, mordente

Que letargo

Deixo-me envolver por ti.

 

Deixo sem medo

Por saber que esse enlace lânguido

Leva-me a sensações impressionantes.

 

Essa bacante serpe

Enlaçou de lânguida forma

não meu corpo

mas meu coração.

 

Agora ela quer desenroscar-se

Fazendo assim murchecer,

Como as rosas que um dia lhe dei,

O amor que sinto por ela

De uma vã forma

Que eu não creio ser verdadeira.

 

Mas como inocentemente fui crer

                no amor de uma serpe?

 

Anderson E. de Azevedo.

10

de
abril

Um poema especial, para alguém ainda mais especial

Ali vinha ela pela rua.

Nada mais tiraria, naquele momento, minha atenção. Nada!

Imagine, todo o mundo a minha volta, mas só tinha olhos para

                                                                                        [ela.

Ali estava EU, estático, observando-a, somente ela.

Nos meus olhos sua imagem ia se aproximando

À medida que vinha, ficava cada vez mais linda….LINDA!!!

Jamais vou esquecer aquele momento.

 

Ainda vou me lembrar dele por muito tempo.

Não, como já disse, jamais vou me esquecer.

De agora em diante, quando eu ler

Este poema estarei sempre

Relembrando aquele momento,

Simples, porém maravilhoso.

Ou nem precise, basta eu fechar meus olhos.

Nunca me esquecerei de você. Jamais!!! 

Anderson Eustáquio de Azevedo.

10

de
abril

Para teu coração conquistar

Gostaria de ter a palavra

que chamasse tua atenção

para dentro do meu coração.

 

Não consegui, nem com versos de amor,

derreter sequer uma mísera gota

do gelo que bate em teu peito.

 

Se ao menos fosse eu

uma espécie de Neruda,

ou mesmo Don Juan,

encontraria tal palavra, e,

recitaria, cantaria, falaria;

a ti, Mulher, que faz questão em manter-te

Inerte

aos meus sentimentos e a minha pessoa.

 

Creio um dia encontrar

no fundo de alguma gaveta de meu coração

esta palavra mágica

para finalmente teu coração conquistar!

 

 Anderson E. de Azevedo.

29

de
março

Patriarca boçal

Não venhas gritar comigo!

 

Pobre homem não se iluda,

achas que manda no mundo?

Não se chamas Raimundo,

ó patriarca boçal!

 

Não manda nem em seus próprios filhos,

e achas que mandas em mim!?

Coitado!

Não passas de um, pobre,                                 

Coitado!

 

Não sou e ninguém de minha família é,

submisso a suas boçalanças do teu

tipinho a “Deus”

que quer mandar em tudo e em todos.

 

Não me chamo Ricardo,

por isto te encaro;

não me chamo Arlinda,

não pastoreio em tua campilha.

 

Não tenho forças nos braços

para dar-te uns sopapos.

 

Tenho forças nas idéias

que ajudaram Davi contra Golias

e com elas alçadas

faço de ti uma fera,

uma fera ferida.

 

Não posso baixar, rebaixar,

ao teu calão,

por não ser uma escavadeira,

para furar o chão!

 

Portanto patriarca boçal

Não adianta vir com

“Não venhas gritar comigo” ,

pois grito, e com isso,

te Humilho!

 

Anderson E. de Azevedo.

22

de
março

Cota Zero II

                                         Switch off.

                                         A luz apagou

                                         ou foi a história?

 

Anderson E. de Azevedo.

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